“Quem ama perdoa”,

afirma arcebispo Dom Geraldo Lyrio presidiu à missa em reunião da CNBB

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, considera que a atitude de perdão deve ser reflexo do amor que preenche o coração dos fiéis católicos.

Dom Geraldo Lyrio presidiu à missa no fim de tarde dessa terça-feira, na capela da CNBB, em Brasília, no contexto da reunião do Conselho Permanente do organismo episcopal. Ele centrou sua homilia na liturgia do dia.

“‘Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ (Mt 18,21), pergunta Pedro a Jesus. Será que ele quer que Jesus confirme a existência de um limite no exercício da caridade que se expressa no perdão?”, questionou o arcebispo.

De acordo com Dom Geraldo Lyrio, “considerando o valor simbólico do número sete, a pergunta de Pedro pode significar um perdão perfeito e, portanto, cessaria o dever de perdoar no caso em que a ofensa continuasse”.

“Mas Jesus, multiplicando o número sete, utiliza um outro significado simbólico do número indefinido; nenhum número definido torna perfeito o perdão.”

Portanto – prossegue o prelado –, a resposta de Jesus “não se reduz a um cálculo matemático, como se devêssemos perdoar até 490 vezes”.

“O Senhor nos indica que não há limites para o perdão, pois não há limites para o amor. Quem ama perdoa. E só perdoa quem sabe amar. Assim, seremos o eco de Deus, fazendo aos outros o que ele faz por nós. Deus nos perdoa sempre, porque nos ama”, afirma.

Fonte: Zenit. Brasília, 10 de março de 2010. ZP100310.www.zenit.org

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"No essencial, a fidelidade; no resto, a liberdade; em tudo, o amor". (Santo Agostinho)